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Web Swimming Brasil   by Michel Vilche
 

História dos Desportos Aquáticos Brasileiros em Olimpíadas

Tempos Heróicos (1920 a 1948)

Os desportos aquáticos brasileiros participam das Olimpíadas desde 1920, quando o país enviou sua primeira delegação para os Jogos da Antuérpia, na Bélgica. Das cinco modalidades, três eram aquáticas: natação, saltos ornamentais e pólo aquático. As demais eram remo e tiro. A viagem, a bordo do navio Curvello, foi uma aventura que exigiu da equipe determinação, amor aos esportes e muita vontade de competir.

O espírito esportivo esteve presente em todos os difíceis momentos daquela competição. Só para citar um exemplo, cinco atletas da delegação competiram em três modalidades ao mesmo tempo - natação, remo e pólo aquático. Abrahão Saliture, Adhemar Ferreira Serpa, Angelo Gammaro (o Angelu), João Jório e Orlando Amedola enfrentaram a água da piscina que marcava três graus, no dia do primeiro jogo de pólo aquático.

O chefe da delegação brasileira teve a idéia de massagear um atleta que estava quase congelado, no que foi seguido por todos, inclusive os franceses. Com todo aquele frio, nem mesmo o time da França, acostumado às baixas temperaturas, resistiu - um jogador foi retirado da piscina desmaiado. Fortes adversários da equipe brasileira, acabaram derrotados, na prorrogação, por 6 a 2.

No entanto, a equipe brasileira sentiu o esforço e foi eliminada da competição pelo time sueco, terminando em sexto lugar. Os demais jogadores de pólo aquático eram Agostinho Sá (Mangagá), Edgard Leite Ribeiro, Carlos Eulálio Lopes, Pedro Santos, Vitorino Ramos Fernandes (Chocolate), e Alcides de Barros Paiva.

Depois de disputar o pólo aquático com tantos obstáculos, Abrahão Saliture, Adhemar Serpa, Angelo Gammaro, João Jório e Orlando Amedola partiram para a natação. Seria muito difícil chegar perto dos tempos dos nadadores europeus, em especial para Saliture que, aos 37 anos, tinha um defeito no braço desde a infância. A deficiência não o impediu de praticar esportes e de se tornar um dos melhores nadadores da América do início do século. Nos Jogos seguintes, já com 49 anos, Abrahão Saliture voltaria a participar de outra aventura.

A falta de dinheiro quase deixou o Brasil fora das Olimpíadas de 1932, em Los Angeles, mas o governo encontrou uma saída no mínimo curiosa. Os 69 atletas trabalharam no navio Itaquecê, da Marinha Mercante, transportando 50 mil sacas de café. Depois de muitos atropelos, apenas 45 atletas conseguiram desembarcar, entre eles, a primeira mulher sul-americana a disputar uma Olimpíada, a nadadora Maria Emma H. Lenk Zigler. Ela não conseguiu classificação, mas competiu nos 100m livres, 100m costas e 200m peito.

Maria Lenk voltou a nadar nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, dessa vez acompanhada de outras atletas. Dos nove competidores brasileiros, cinco eram mulheres e quatro delas da equipe de natação: Maria Lenk, Piedade Coutinho, Scylla Venancio e Sieglind Lenk. Piedade Coutinho conquistou o quinto lugar nos 100m livre. Três anos depois, em 1939, Maria Lenk foi a primeira brasileira a quebrar um recorde mundial, nos 200m peito.

Piedade voltou a se destacar nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1948 (Os Jogos de 1940 e 44 não se realizaram por causa da segunda guerra mundial). Ela foi finalista, terminou em sexto lugar, nos 400m livre e na equipe de 4x100m do mesmo estilo ao lado de Eleonora Schimidt, Maria Angélica Costa e Talita Rodrigues. O nadador Willi Otto Jordan também conseguiu a mesma colocação, nos 200m peito.

Tempos de Medalhas (1952 a 1996)

Foram precisos 56 anos desde a inauguração dos Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896, para que a natação conseguisse sua primeira medalha. Na Olimpíada de Helsinki, em 1952, com uma infra-estrutura muito superior aos Jogos anteriores, a medalha veio de um fundista, Tetsuo Okamoto, que conquistou a medalha de bronze nos 1500m livre, com o tempo de 19m05s56. A marca lhe deu o apelido de "peixe-voador". Um jovem chamado Jooão Havelange participa de sua primeira Olimpíada, na equipe brasileira de pólo aquático.

Em 1960, nos Jogos de Roma, Manoel dos Santos repetiu o bronze, nos 100m livre, com 55s54. Em 1964, antes das Olimpíadas de Tóquio, Manoel dos Santos superou o recorde mundial dos 100m livre. Em 68, ano dos Jogos do México, outro brasileiro supera um recorde do mundo, José Silvio Fiolo, nos 100m peito.

Nas Olimpíadas de Montreal, em 1976, Djan Madruga conseguiu o quarto lugar nos 400m e 1500m livre, respectivamente, com 3m57s18, e 15m19s84. O bom resultado já anuciava a medalha que estava por vir nos Jogos de Moscou, em 1980. Djan, Cyro Delgado, Jorge Fernandes e Marcos Mattioli conquistaram o bronze no 4x200m livre.

A era de prata chegou com Ricardo Prado, nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. Ele conquistou o segundo lugar nos 400m medley, com 4m18s45, e o quarto lugar nos 200m costas. Dois anos antes, no 4o Campeonato Mundial de Natação, em Guaiaquil, no Equador, "Pradinho" superou o recorde mundial da prova, com 4m19s78. Em 1984, a natação sincronizada entra no programa olímpico e o Brasil participa com as irmãs Paula e Tessa Carvalho. Em Seul, 1988, surge Rogério Romero, finalista A nos 200m costas.

Os anos 90 trouxeram Gustavo Borges e Fernando Scherer. Gustavo surpreendeu o mundo ao conquistar a segunda medalha de prata da natação brasileira em Olimpíadas. Ele subiu ao pódio nos 100m livre dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Em Atlanta, em 1996, Gustavo voltaria a brilhar com a prata nos 200m livre e o bronze nos 100m do mesmo estilo. Em Atlanta, Fernando Scherer entra para o seleto grupo de medalhistas olímpicos, com o bronze nos 50m livre.


Jogos Olímpicos de Atlanta/1996- Participantes: Natação. Gustavo Borges ganha prata nos 200m livre e bronze nos 100m livre. Fernando Scherer ganha bronze nos 50m livre.

Jogos Olímpicos de Barcelona/1992 - Participantes: Natação, Natação Sincronizada e Saltos Ornamentais. Gustavo Borges ganha prata nos 100m livre. Dueto de Cristiana Lobo e Fernanda Veirano se classifica em 15o lugar e solo de Gláucia Soutinho, em 16o . A saltadora Silvana Neitzke termina em 28o lugar.

Jogos Olímpicos de Seul/1988 - Participantes: Natação, Natação Sincronizada e Saltos Ornamentais. Rogério Romero é finalista A, com 8o lugar nos 200m costas.

Jogos Olímpicos de Los Angeles/1984 - Participantes: Natação, Natação Sincronizada e Saltos Ornamentais. Ricardo Prado ganha prata nos 400m medley.

Jogos Olímpicos de Moscou/1980 - Participantes: Natação e Saltos Ornamentais. Djan Madruga, Cyro Delgado, Marcus Mattioli e Jorge Fernandes ganham bronze no 4x200m livre.

Jogos Olímpicos de Montreal/1976 - Participantes: Natação e Saltos Ornamentais. Djan Madruga consegue o quarto lugar nos 400m e 1500m livre.

Jogos Olímpicos do México/1968 - Participantes: Natação e Pólo Aquático.

Jogos Olímpicos de Tóquio/1964 - Participantes: Natação e Pólo Aquático.

Jogos Olímpicos de Roma/1960 - Participantes: Natação, Pólo Aquático e Saltos Ornamentais. Manoel dos Santos ganha bronze nos 100m livre.

Jogos Olímpicos de Melbourne/1956 - Participantes: Natação e Saltos Ornamentais. A saltadora Mary Dalva Proença é a única mulher da equipe, classificando-se em 16o lugar na plataforma.

Jogos Olímpicos de Helsinque/1952 - Participantes: Natação, Pólo Aquático e Saltos Ornamentais. Tetsuo Okamoto ganha a primeira medalha dos desportos aquáticos brasileiros em Olimpíadas, bronze nos 1500m livre. João Havelange faz parte da equipe de pólo aquático.

Jogos Olímpicos de Londres/1948 - Participantes: Natação e Saltos Ornamentais. Piedade Coutinho, nos 400m livre, e a equipe feminina de 4x100m livre (Piedade, Eleonora Schimidt, Maria Angélica Costa e Talita Rodrigues) conquistam o sexto lugar.

Jogos Olímpicos de Berlim/1936 - Piedade Coutinho termina os 100m livre em quinto lugar.

Jogos Olímpicos de Los Angeles/1932 - Participantes: Natação, Pólo Aquático e Saltos Ornamentais. Maria Lenk é a primeira mulher na América do Sul a participar de uma Olimpíada.

Jogos Olímpicos da Antuérpia/1920 - Participantes: Natação, Pólo Aquático e Saltos Ornamentais. Pólo aquático é sexto colocado.

 

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