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FICAR EMBAIXO D'ÁGUA OU COMEÇAR A NADAR???

    No último Campeonato Nacional Americano Absoluto, dois velocistas do Irvine Novaquatics da Califórnia, Jason Lezak e Scott Tucker levaram as medalhas de ouro e prata da prova dos 100 metros nado livre. Ambos foram os dois nadadores entre os 8 finalistas que ficaram menos tempo embaixo d'água na saída e na virada. Entretanto, no último Campeonato Americano Universitário da 1a. Divisão Feminina, a nadadora Natalie Coughlin quebrou recordes americanos nas provas de crawl, costas e borboleta e sempre esteve pelo menos 15 metros de cada 25 jardas na parte submersa.


É bom nadar embaixo d'água em piscina curta e não é em longa?
Muito cedo para qualquer conclusão, de qualquer forma o que é certo é que a mesma fórmula não se adapta para qualquer nadador e muito menos para qualquer prova. O treinador americano Richard Quick técnico da equipe feminina olímpica das últimas 3 Olimpíadas disse que a mais revolucionária técnica da natação nos últimos anos foi a invenção do 5o estilo em natação: o nado submerso (independente de qualquer outro estilo ele é aplicado em todas as provas).


Vamos considerar alguns fatores importantes na aplicação do nado submerso:


1) Força da impulsão de borda
A velocidade que o nadador deixa a borda é o momento mais rápido de toda a sua prova. Um dos fatores importantes é saber o momento exato de quando esta impulsão começa a perder força. Esta fase de transição de desaceleração da impulsão para a pernada, e da pernada para o nado é um grande segredo para o nadador saber tirar proveito.


2) Streamline
O nadador mais rápido é aquele que deixa a borda com menor resistência e realmente usa a força de impulsão. Esta posição extrema do nadador ajuda na desaceleração, é importantíssima!


3) Profundidade
O nadador se sair próximo da superfície irá encontrar resistência friccional e turbulência. Se for muito fundo na virada vai ser como escalar para retornar a superfície e retomar o seu nado. Uma ótima profundidade e como encontrá-la é um fator treinável e que irá determinar o "momento" exato e a profundidade correta.


4) Tipo de perna
A pernada submersa de borboleta tornou-se bastante popular nas provas de velocidade, entretanto alguns australianos já a utilizam nas provas de fundo. Este fator deve ser muito bem praticado nos treinamentos e apenas repetido nas competições.


5) Posição do corpo
Alguns nadadores ainda gostam de deixar a parede na posição frontal, entretanto os últimos estudos biomecânicos tem demonstrado que a saída na posição lateral é mais eficiente e rápida. ("Toda saída de borda é sempre de lado em todos os estilos, por Coach Alex Pussieldi,2001")


6) Número de pernadas
Este fator depende diretamente da habilidade e potência da pernada de cada nadador. Encontrar o número ideal será parte do programa a ser estabelecido. Além disso, o número de pernadas submersa também deve estar relacionado ao tipo de prova, ou seja, nas provas curtas 50-100 e 200 o nadador pode e deve abusar da pernada submersa, entrentato nas provas mais longas 400-800-1500 isso poderá lhe custar um dispêndio de energia muito grande a ser pago durante o desenrolar da prova.


7) Tamanho da pernada
Pernada submersa para as provas curtas: pequena amplitude muita freqüência, para as provas mais longas o oposto.


8) Tempo exato da pernada
Este fator é a parte da sensibilidade do nadador para o início e a entrada da perna ao deixar a borda e começar a desaceleração. Esta habilidade custa ao nadador um bom ganho e principalmente uma economia no gasto energético.


9) Tempo exato do início de nado
Da mesma forma que o fator anterior, o início de nado também será outra habilidade para o nadador desenvolver. Se for muito cedo este início de nado, o nadador irá disperdiçar a potência de sua impulsão submersa patinando por alguns instantes na água, se for muito tarde, correrá o risco de perder a velocidade quando vir a superfície.


10) Tamanho da prova
Fator que determina outros vários fatores. Não pode ser a mesma tática submersa para a prova dos 50 metros nado livre e 1500 metros nado livre. Assim como o tamanho da piscina também é importante, já que nas piscinas de 25 metros o nado submerso fica mais valorizado e importante.


Todos estes fatores relacionados acima são treináveis. Agora, você só precisa utilizar três mecanismos para colocá-los em prática: cronômetro, observação e sensibilidade. Para isso comece a praticar desde já. Boa sorte!

 

Fonte: Best Swimming

* Artigo técnico do americano Scott Rabalais que analisa as vantagens e as técnicas do nado submerso. Tradução e adaptação Alex Pussieldi.

Alex Pussieldi
Head Age Group Coach FLST
Treinador da Seleção da Florida Gold Coast 1999-2002

 

 

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